29 junho, 2019

Desemprego recua para 12,3% em maio e atinge 13 milhões de brasileiros

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,3% no trimestre encerrado em maio, atingindo 13 milhões de pessoas, segundo dados divulgados na sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da segunda queda seguida e da menor taxa desde o trimestre encerrado em janeiro (12%). No mesmo trimestre do ano passado estava em 12,7%.

Apesar da queda na taxa de desocupação, os números de subutilizados e desalentados (que desistiu de procurar emprego) atingiram o recorde de toda a série história da pesquisa, iniciada em 2012. A informalidade também é a maior já registrada.

Professor SA

Segundo o IBGE, o número total de desempregados (12,984 milhões) “ficou estatisticamente estável” tanto em relação a igual período de 2018 como frente ao trimestre anterior (de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019). É a primeira vez desde o trimestre finalizado em janeiro (12,625 milhões), entretanto, que o contingente vai abaixo dos 13 milhões.

população ocupada chegou a 92,9 milhões de pessoas no trimestre encerrado em junho, crescendo em ambas as comparações, ante 92,365 milhões entre fevereiro e abril e 90,586 milhões no mesmo período do ano passado.
Professor SA

Segundo o IBGE, o aumento da população ocupada foi observado em quase todos os ramos de atividade, à exceção da construção e comércio, que na comparação com o trimestre anterior registraram pequena queda. As que mais empregaram foram a indústria, a agricultura e, sobretudo, na administração pública.

Subutilização e desalento batem recorde

Apesar do aumento do número de ocupados no país, os números no IBGE mostram que a queda do desemprego tem sido determinada pelo aumento do trabalho informal e da subocupação.

taxa composta de subutilização da força de trabalho subiu para 25% ante 24,6% no trimestre anterior, se situando em patamar recorde. O número significa que 1 em cada 4 brasileiros em condições de trabalhar está desempregado, trabalhando menos horas do que gostaria ou simplesmente desistiu de procurar emprego.

“A população subutilizada (28,5 milhões de pessoas) é recorde da série iniciada em 2012, com alta em ambas as comparações: 2,7% (mais 744 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 3,9% (mais 1.066 mil pessoas) frete ao mesmo trimestre de 2018”, informou o IBGE

O grupo de trabalhadores subutilizados reúne os desempregados, aqueles que estão subocupados ou fazendo bicos (menos de 40 horas semanais trabalhadas), os desalentados (que desistiram de procurar emprego, embora pudessem assumir uma vaga de trabalho caso lhe fosse oferecida) e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

De acordo com a pesquisa, o país encerrou maio com 4,9 milhões de pessoas desalentadas – número recorde da série histórica. Em 1 ano, o número aumentou 3,7% (mais 175 mil pessoas).

A subutilização por insuficiência de horas, relativa a quem trabalha menos de 40 horas semanais, mas gostaria e poderia trabalhar mais horas, atingiu 7,2 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, esta população aumentou 14,2% (898 mil pessoas a mais).

De acordo com a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy, dos novos 1 milhão de trabalhadores que ingressaram no mercado de trabalho, 60% foi ocupado para trabalhar menos do que poderia.

“Temos um aumento de população ocupada que cresce, mais que mais da metade desse incremento é de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas”, destacou.

Informalidade recorde

número de trabalhadores sem carteira assinada no país somou 11,4 milhões de pessoas, o equivalente a, aproximadamente, 18% de toda a população ocupada no país em maio. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o número aumentou 3,4% (mais 372 mil pessoas).

Já o número de empregados no setor privado com carteira assinada ficou estável frente ao trimestre anterior, segundo o IBGE, reunindo 33,2 milhões de pessoas. Na comparação interanual, entretanto, houve alta de 1,6% (mais 521 mil pessoas).

Na véspera, o Ministério da Economia divulgou que foram criados 32.140 empregos com carteira assinada no país em maio, o pior resultado para o mês desde 2016, quando houve fechamento de vagas. No acumulado no ano, foram gerados até maio 351.063 postos formais de trabalho.

Fonte: G1

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