Por que eu não vou mais participar da São Silvestre em 2018

“Dar um passo atrás não significa desistir, se você quer se preparar melhor.”

 

Eu tinha 12 anos de idade quando a Nadia Comaneci ganhou 10 na Ginástica Olímpica. Eu assistia a tudo pela TV. Naquela hora me enchi de coragem e pensei em ser atleta. Eu já era uma moleca, jogava futebol com os garotos na rua, mas de ginástica mesmo – além do que via na TV – só fui conhecer no ensino médio e depois no colegial. Mas como aos 16 anos eu comecei a trabalhar – e estudar à noite, o sonho e a vontade de me tornar atleta se foi.

Mas há uma corrida que eu sempre via pela TV: a Corrida de São Silvestre, que é realizada na cidade de São Paulo. Até o ano de 1988 ela era à noite, no Ano Novo. E eu adorava e sempre dizia que um dia ia fazer. Na verdade, nunca me preparei como deveria. Hoje a corrida é durante o dia 31 de dezembro.

Eu até sei que muita gente faz caminhando e o objetivo é concluir. Foi o que eu falei para mim até ontem e para várias pessoas. A passagem já está comprada, o hotel reservado. Mas eu não vou. Não este ano. Não sei se depois vai dar, mas para este ano não vou. Então, esse artigo é para justificar porque eu não vou mais correr a São Silvestre este ano. Nem caminhar. Como são muitas pessoas, prefiro mandar o link do que repetir a mesma história de “dar um passo atrás” na corrida.

No início deste ano de 2018, eu comecei o ano fazendo exercícios com uma professora, com a meta de fazer a São Silvestre.  Só que meus joelhos começaram a “reclamar”, doendo logo após trotar 1 quilômetro. E foi passando o ano, me inscrevi num grupo de corrida – mesmo assim os joelhos doíam. Comecei a fazer Pilates e até comecei a fazer musculação. Mas não levei nada muito a sério.  Como assumi vários compromissos profissionais, o tempo – ou a prioridade que eu não dei – acabou não dando pra eu me preparar.

Agora no final do ano, em novembro, fui ao ortopedista e após exames de ressonância e tomografia, constatamos que meus joelhos têm desgastes que seriam de uma pessoa com mais idade que eu. Tome colágeno, 20 sessões de fisioterapia e depois volte a fazer exames.

Não fui “proibida” de fazer a São Silvestre – até porque os joelhos só doem quando eu corro, mas eu não consegui fazer mais do que cinco sessões de fisioterapia. Mais uma vez não dei a prioridade necessária.

Então, por enquanto, não vou fazer a corrida e vou preservar meus joelhos com minha sanidade mental. Vou me preparar melhor, vou deixar de procrastinar e emagrecer, treinar e me preparar.

E se tudo der certo, no final de 2019 faço a São Silvestre. Mas se não der, tudo bem, prefiro estar com os joelhos me suportando por mais anos do que estragar o que me resta.

O sonho não acabou. Só foi um pouco adiado.

Feliz Natal para você!

Zenaide Carvalho

17/12/2018.

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